Publicação orienta o trabalho social com famílias e territórios e fortalece a atuação preventiva do CRAS e do PAIF em todo o país
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Ministério das Mulheres, realizou nesta segunda-feira (17), em Brasília, o lançamento da Trilha 3: “Trabalho Social com Famílias e Territórios no PAIF: Trilha para a Prevenção da Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres”.
O evento reuniu gestoras e gestores, trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), representantes de organismos internacionais, movimentos sociais e equipes da rede socioassistencial.
A mesa de abertura contou com a presença do ministro do MDS, Wellington Dias; da ministra das Mulheres, Márcia Lopes; da secretária nacional de Assistência Social substituta, Rosilene Rocha; além de representantes do Ministério das Mulheres, Estela Bezerra; do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), Ana Carine Feitosa; do Congemas, Débora Francisca Dutra; da UNESCO, Rosana Sperandio; do UNICEF, Joaquin Gonzalez; do diretor do Departamento de Proteção Social Básica, Elias de Oliveira; e da consultora Priscilla Maia.
A Trilha 3 tem como foco qualificar o trabalho social com famílias e territórios, com orientações práticas voltadas à prevenção da violência doméstica e familiar contra mulheres.
De acordo com a secretária nacional substituta, Rosilene Rocha, a publicação representa um avanço concreto ao orientar, de forma prática, a prevenção no cotidiano do PAIF e do CRAS, especialmente no atendimento a meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.
Durante o lançamento, Rosilene destacou dois desafios centrais para o fortalecimento do SUAS: a ampliação da cobertura dos CRAS e o investimento contínuo na capacitação das equipes. Segundo ela, os Centros de Referência de Assistência Social são a principal porta de entrada da proteção social no Brasil e exercem papel estratégico no acolhimento e na prevenção de situações de violência, especialmente entre mulheres e meninas.
O diretor do Departamento de Proteção Social Básica, Elias de Oliveira, ressaltou o alcance da iniciativa e sua capilaridade nos territórios. “Estamos construindo uma conexão com os 5.571 municípios e com mais de 8 mil CRAS, que terão acesso a esse material para fortalecer processos de orientação, enfrentamento e resistência à violência doméstica e familiar.”
Para o ministro Wellington Dias, a publicação chega em um momento estratégico. “A divulgação deste caderno é extraordinária para o momento que estamos vivendo. A assistência social ampara muitas mulheres que passam por situações de violência. Orientar, ajudar e falar sobre essa causa é um dever de todos nós”, afirmou. O ministro também convidou os homens a se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres.
Em sua fala, a ministra Márcia Lopes destacou que o enfrentamento à violência contra as mulheres é condição essencial para o desenvolvimento do país. “Não haverá condições de desenvolvimento econômico, social ou sustentável se não enfrentarmos uma das chagas mais complexas da sociedade contemporânea, que é a violência contra a mulher. Também é preciso combater o machismo, a misoginia e as raízes do patriarcado”, afirmou.
A Trilha 3 integra o conjunto de orientações técnicas produzidas pela Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) para qualificar o trabalho social no âmbito da proteção social básica.
A consultora Priscilla Maia destacou o processo de construção do material, desenvolvido em diálogo com profissionais que atuam diretamente nos territórios. “Buscamos construir um material que dialogasse com as necessidades de quem está na ponta, materializando o PAIF no cotidiano dos serviços.”
As chamadas “Trilhas” são instrumentos técnico-metodológicos elaborados de forma colaborativa, com participação de especialistas, profissionais do SUAS e parceiros institucionais, com o objetivo de fortalecer a atuação preventiva e a organização do trabalho social.
As Trilhas 1 e 2 já foram publicadas e distribuídas nacionalmente, ampliando o acesso das equipes a conteúdos formativos e orientações técnicas.
Cortejo de mobilização
A programação incluiu ainda a apresentação do Grupo de Teatro de Mobilização Social (MOBS), com uma intervenção artística voltada à sensibilização sobre a violência contra as mulheres. Na sequência, os participantes seguiram em cortejo simbólico até a Feira da Esplanada, onde foram realizadas ações de mobilização e distribuição de materiais informativos à população.
A atividade reforçou o papel do SUAS na promoção de direitos e na prevenção de situações de violência nos territórios.
Participação e disseminação
O evento foi realizado de forma presencial, com transmissão ao vivo pelo canal do MDS no YouTube, permitindo a participação de profissionais de todo o país.
Durante a programação, foi realizada a entrega do caderno impresso da Trilha 3 às pessoas presentes.
A iniciativa reafirma o compromisso do SUAS com a prevenção da violência doméstica e familiar contra as mulheres, fortalecendo o papel do CRAS e do PAIF na construção de territórios mais seguros, protetivos e igualitários.
Saiba mais e baixe o documento aqui.
Assista na íntegra:
Assessoria de Comunicação – SNAS.

